Blog da Suzane Carvalho

Categoria : OPINIÃO

Honda doa 20 motocicletas para contribuir com o Programa Marginal Segura
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Suzane Carvalho

Honda doa 20 motocicletas para o Programa marginal Livre

Honda doa 20 motocicletas  XRE 300 para o Programa Marginal Livre

O prefeito de São Paulo João Dória anunciou oficialmente hoje o Programa Marginal Segura, que teve doação de 20 motocicletas da Honda e de caminhonetes da Mitsubishi para contribuir com a fiscalização das marginais dos rios Pinheiro e Tietê, que voltarão a ter velocidades máximas de 90, 70, 60 e 50 km/h, dependendo do trecho.

Às 12 horas de amanhã, na Prefeitura Regional de Pinheiros, o Prefeito João Dória fará uma coletiva para detalhar o programa e oficializar o apoio da Honda a esse, que é um projeto educativo.

A coletiva contará com a presença do Diretor Institucional da fábrica, Sr. Paulo Takeuchi.

O programa tem meu total apoio, pois tenho certeza de que o que ocasiona os acidentes não é a velocidade de 90 km/h, mas sim a falta de educação, de caráter, e até de habilidade de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.  Ontem mesmo, quase fui derrubada por um veículo que “costurava” alucinadamente na Av. dos Bandeirantes.

Não somente empresas, mas todos nós, cidadãos que vivemos na cidade de São Paulo, devemos, de alguma forma, dedicar parte de nosso tempo à melhoria da convivência em comunidade.  pelo nosso próprio bem.

Estou começando a gostar mais de São Paulo.


Venda de carros importados cai mais de 85% em 5 anos
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Suzane Carvalho

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O Lifan X60 é, há 3 anos, o carro chinês mais vendido do Brasil

Em 2011 foram vendidos no atacado, 249.689 carros importados.  A projeção para 2016 é vender algo próximo de 36.000. Uma queda de 85,59% em cinco anos.  A razão? O Inovar Auto que obriga as montadoras a nacionalizarem os componentes e os carros para não serem sobretaxadas no IPI, tornando-os tão caros que ficam totalmente fora da concorrência. Com isso, montadoras como Land Rover, BMW, Audim Mercedes-Benz, Cherry, Mini e Suzuki construíram suas fábricas brasileiras. Algumas, como a JAC Motors, estavam com a construção em andamento quando o mercado começou a cair e tiveram que abandonar o projeto. Os chineses abandonaram.  E quem ainda não tem fábrica, como a KIA, fica com a venda limitada por uma cota imposta pelo governo.  Quem tem fábrica e também importa, tem privilégio na sobretaxa. E com a crise que assola nosso país, as vendas dos “puro importados”, despencou.

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O que representava e o que representa o mercado de carros importados

“Com as consecutivas quedas nas vendas mensais dos importadores sem fábrica no País, não nos resta outra alternativa senão rever a projeção de fechamento do ano de 2016, infelizmente para baixo. Devemos comercializar este ano 36 mil unidades, contra as 39 mil unidades projetadas no início do ano. Isso indica claramente que precisamos de medidas emergenciais e de impacto, de modo a reestruturar e manter a rede de concessionárias e, por consequência, no atendimento aos clientes finais”, enfatiza José Luiz Gandini, presidente da Abeifa. Sim, pois o fechamento de concessionárias afeta diretamente aos consumidores que já adquiriram carros importados, pois o pós-venda fica dificultado.

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Em 5 meses, o Jaguar F-Pace vendeu 103 unidades, o que é considerado bom. Esta é a nova versão apresentada no Salão do Automóvel.

“Volto a insistir que os nossos pleitos pelo fim dos 30 pontos percentuais no IPI, para que possamos recuperar especificamente o setor de veículos importados, serão mantidos. Mas, por ora, solicitamos ao menos a liberação das cotas não utilizadas por outras marcas”, argumenta Gandini, para quem “sem alteração no Inovar-Auto, não teremos condições de manter os atuais concessionários e, consequentemente, os empregos por eles gerados. Como disse anteriormente, por meio de tratamento isonômico no sistema tributário do setor automotivo, após os 35% de imposto de importação, queremos contribuir com a geração de mais empregos diretos e indiretos, além de propiciar maior arrecadação aos cofres públicos, ao voltar à normalidade comercial de veículos importados, lembrando que a OMC – Organização Mundial do Comércio condenou, na última segunda-feira, o protecionismo do setor automotivo brasileiro.

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Gandini não abaixa a cabeça monta stand de 2.115 m² no Salão do Automóvel

José Luiz Gandini é também o importador da KIA no Brasil, uma das fábricas que mais sofreu com a alteração. Em 2011, A KIA vendeu no Brasil 80.492 carros. Limitada com a cota, de janeiro a setembro deste ano, vendeu apenas 7.853.

Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover, Mini e Suzuki fecharam o mês de outubro com 1.033 unidades emplacadas, total que representou queda de 4,7% em relação ao mês anterior. Comparado a outubro de 2015, a queda é ainda maior: 85,7%, quando foram emplacadas 7.221 unidades nacionais. Enquanto, no acumulado, as cinco associadas à Abeifa totalizaram 9.702 unidades emplacadas, queda de 73,7% ante as 36.930
unidades (à época, ainda sem a produção da Jaguar Land Rover e também da Mini) dos primeiros dez meses do ano passado. A substancial queda se justifica porque, no ano passado, era contabilizada a produção do modelo Renegade, da Jeep, à época associada da Abeifa.

Participações – Ao considerar somente os veículos importados, a participação das associadas à Abeifa, no total do mercado interno, é de apenas 1,70% tanto no mês de outubro e, no acumulado do ano, 1,85%. Com os totais somados – importados e produção nacional -, a participação das filiadas à Abeifa no mercado interno é de 2,37% no mês de outubro e de 2,45% no acumulado do ano.

Assista a uma entrevista que fiz com o assessor de imprensa da ABEIFA, Koichiro Matsuo, durante o Salão do Automóvel:

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As lições que o esporte nos dá – MotoGP
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Suzane Carvalho

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Com pneus duros, Carl Crutchlow saiu da 15ª posição para ganhar a corrida

A capacidade de superar as dificuldades e de adaptação às adversidades engrandece o ser humano.  E melhor ainda é a felicidade de passar por elas com sucesso. Esse é um dos ensinamentos que o esporte nos dá.  Sem falar no desenvolvimento da competitividade e concentração.

Na 11ª etapa da MotoGP realizada hoje em Brno, na República Tcheca, vimos o inglês Carl Crutchlow sair da 15ª posição para ganhar a corrida com uma moto de uma equipe não oficial da Honda, a LCR, ultrapassando os campeões Marc Marquez, Valentino Rossi e as favoritas motos da Ducati.

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Marc Marquez, líder do campeonato, largou na pole com pneus macios, caiu para 5° e terminou em 3°

Para quem anda de moto, assistir a uma corrida da MotoGP é também lição de pilotagem. A largada se deu com piso molhado. As opções de acerto da suspensão das motos por parte de equipes e pilotos e a escolha do tipo de pneus a serem utilizados, faz parte da estratégia.  Se esta foi acertada ou não, só no decorrer da corrida saberão.  E aí que entra a adaptação às diferentes situações.  Conforme a pista vai secando, ou não, é preciso modificar o ponto de frenagem, a aceleração e o estilo de pilotagem, curva a curva, frenagem a frenagem.  É preciso sensibilidade e concentração.  E todos ficam preparados para o caso de uma mudança brusca do clima e da necessidade de se trocar de moto.  Mas para isso, a “nova moto” deverá ser calculadamente mais rápida que a anterior, pois terá que superar o tempo perdido na troca.

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Valentino Rossi largou em 6° e com pneu duro na traseira

Mudanças no regulamento da categoria para 2016, permitiram que as motos da Ducati e até da Suzuki passassem a também protagonizar as disputas pela ponta das corridas.

Valentino Rossi, o mais experiente do grid, largou hoje da segunda fila, na 6ª posição. Mas sua Yamaha, assim como a de seu companheiro Jorge Lorenzo, estava visivelmente com acerto para pista mais seca e na 7ª volta havia caído para a 13ª posição. Foi quando a pista começou a secar e então pode começar sua escalada até o 2° lugar, posição em que terminou a corrida.

Maverick Viñales está em lugar no campeonato, com a Suzuki

Maverick Viñales, que hoje largou em 5° e chegou em 9°,  está em 6° lugar no campeonato, com a Suzuki

Um dos ensinamentos de hoje, para os próprios pilotos como Marc Marquez e Valentino Rossi, que normalmente não admitem chegar em 2°, foi o quanto vale uma luta.  Ambos tiveram que lutar e se adaptar às condições da pista para chegar ao podium.  E foi bonito ver como vibraram absurdamente com as posições alcançadas e até pularam no podium. Segundo o próprio “Doutor” Rossi declarou após a corrida, a concentração foi fundamental para este resultado. Mais uma lição: como é bom conquistar algo pelo próprio mérito!

Há 35 anos um piloto inglês não chegava em primeiro, na Moto GP. Carl Crutchow, que largou em 15° com pneus duros, foi o responsável pela façanha. “Melhor sentimento do mundo é o que estou sentindo com o nascimento da minha primeira filha. Agradeço à equipe que se dedicou a recuperar a moto, que estava perfeita”. Sorte, astral e boa equipe fazem parte dos requisitos para que um piloto se torne campeão. E hoje Crutchlow foi o “sorteado”.

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Andrea Duvizioso, da Ducati, largou em segundo, liderou a corrida, mas não terminou. Está em 5° no campeonato.

O esporte desenvolve nos praticantes a capacidade de superar as dificuldades e melhor ainda: os faz sentir a felicidade por passar por elas com sucesso e entender o quanto é importante se dedicar e focar para alcançar um objetivo.

Confira o resultado da 11ª etapa da MotoGP realizada hoje em Brno, na República Tcheca, e a situação do campeonato.

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Rossi e Marquez, arquirivais na pista, se cumprimentam fora dela.

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Podium de hoje: Rossi, Crutchlow e marquez

Podium de hoje: Rossi, Crutchlow e Marquez


Projeto “Pilotar Bem” atinge motociclistas experientes e em formação
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Suzane Carvalho

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Com turmas de até 40 motociclistas, é possível dar atenção especial a cada um

Cursos de pilotagem teóricos e práticos gratuitos para motociclistas novatos e também para os experientes, de motos de qualquer tamanho e cilindrada. Conscientizar motociclistas e motoristas da necessidade de se praticar a habilidade e da importância da concentração e do compartilhamento do espaço público.  Esse é o objetivo do Projeto Pilotar Bem que o Centro de Treinamento de Pilotos Suzane Carvalho – CTPSC – está desenvolvendo desde o início do ano.

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Técnicas de aprimoramento da pilotagem

Quem está à frente do projeto é a diretora técnica do CTPSC, Suzane Carvalho, multi-campeã no motociclismo e no automobilismo, e que há 13 anos ministra cursos avançados e palestras sobre Direção Defensiva para empresas e particulares.

Para realizar o projeto, que oferece os cursos e palestras de forma gratuita para os participantes, o CTPSC tem o apoio institucional da ABRACICLO – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – o que ajuda a abrir o caminho para fechar parcerias com Prefeituras, Secretarias de Trânsito e Transporte, Universidades, kartódromos e empresas de diferentes cidades, para a formação de um pool de apoiadores.  Dessa forma, não fica custoso para ninguém e é possível atingir um número maior de condutores.

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Treinamento de curvas de alta velocidade

O jornalista Marcel Mano, que também é colaborador do CTPSC, destaca: “O interessante dos nossos cursos práticos é que são de nível avançado. Muitos motociclistas rodam por anos, sem aprender determinadas técnicas que são mostradas e praticadas nos cursos”.

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Obstáculos, quebra-molas e depressões são barreiras que um motociclista encontra em seu dia a dia

Jurandir Barros, instrutor júnior do CTPSC, observa: “se percebe muito a diferença de pilotagem depois que corrigimos algo em um participante. A própria pessoa reconhece e vem falar com a gente. Mesmo quem faz somente o teórico, pode desenvolver e aprimorar a pilotagem.”

Da mesma forma que um piloto profissional precisa praticar, quase que diariamente, para manter o reflexo e a concentração, além de aprender a dominar seu veículo, motociclistas e motoristas comuns também precisam, pois quando acontece uma emergência é preciso ter reação rápida e precisa, o que não se treina no dia a dia.

“Qualquer treinamento, seja prático ou teórico, é preciso ser repetido quantas vezes for possível.  Principalmente o lado psicológico.  É como uma oração: repete, repete, que pega!”, indica Suzane.

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Outra atividade que o CTPSC tem realizado, são as palestras em Centros de Formação de Condutores que têm sido mais proveitosas do que se poderia imaginar.  A aceitação por parte do público é grande, pois além de mostrar a parte técnica de pilotagem e dos veículos, Suzane mostra também o quanto é prazeroso utilizá-los de forma consciente, de forma que se atinja o destino em segurança; seja em viagem, lazer, trabalho, mobilidade ou esporte. As palestras são motivacionais e são mostrados trechos de vídeos de viagens e corridas realizadas por ela.

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Turma de formandos do Centro de Formação de Condutores Paulista, em São Paulo

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Desvios em alta velocidade, simulando situações corriqueiras que um motociclista encontra em rodovias

Outro tema abordado é sobre a conscientização da necessidade de se utilizar o equipamento completo para diminuir a probabilidade de se ter alguma lesão, caso ocorra algum acidente.

“Sempre pedimos aos nossos alunos, que sejam multiplicadores do que aprendem conosco e estamos desenvolvendo o projeto “Train The Trainer” para habilitar um maior número de instrutores e disseminar a metodologia.  Tenho por objetivo ter nosso próprio terreno onde possamos realizar os cursos e palestras diariamente, e também abrir espaço para que as crianças pratiquem gratuitamente, tanto em duas quanto em quatro rodas.” finaliza Suzane.

 

 

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Turma do Curso Avançado de Pilotagem de Moto realizado na FUMEP, em Piracicaba, interior do estado de SãoPaulo

Assista aqui a alguns vídeos do Curso Avançado de Pilotagem de Moto:

  

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A equipe do CTPSC

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Luto na Motovelocidade Brasileira – Joãozinho Sobreira Treze
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Suzane Carvalho

Fotos: Suzane Carvalho e Luciano Sampafotos

foto: Suzane Carvalho

João Sobreira, Joãozinho Treze, na 1ª etapa deste ano, também em Goiânia

Nunca imaginei que eu fosse dar uma notícia dessas. Não desse jeito.  E de um piloto próximo.
Apesar de sabermos que acontece, jamais acreditamos que irá acontecer conosco ou com alguém de nosso convívio.
Joãozinho Sobreira “Treze”, 32, era intenso e presente na vida de todos a sua volta.  O conheci em 2011, no Rio de Janeiro.

Era relativamente novo no motociclismo.  Mas não inexperiente. Começou a participar de track-days e em pouco tempo passou a fazer cursos de pilotagem. Em pouco tempo já participava de corridas de alunos e em pouco tempo estreou como piloto novato. Em pouco tempo ganhou corrida, passou para a categoria “Pro”(profissional), passou a ser instrutor da Moto School e a trabalhar na organização do campeonato em que corria, o SuperBike Series Brasil. No campeonato, estava na 6ª colocação, atrás apenas de pilotos oficiais das fábricas, muito experientes. E em pouco tempo, nos deixou.

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João Sobreira e Bruno Corano corriam e trabalhavam juntos

Sim, juntamente com Bruno Corano, presidente da Superbike Series Brasil e piloto da moto de n° 34 da equipe Mobil Monster Energy Kawasaki SBK Team e José Luiz “Cachorrão” piloto da moto de n° 51 da equipe Honda Mobil, “Joãozinho” fazia parte do comitê de segurança que, na reunião de 5ª feira, dia 15, antes do primeiro treino oficial da etapa de Goiánia, onde aconteceria seu acidente fatal, decidiu por colocar a barreira de proteção “airfence” na freada que antecede o “S” de baixa, já que a área de escape ali é bem menor: 90 metros contra 350 metros no final da reta.

Como muitos questionaram porque não havia uma barreira protetora do tipo Airfence, no guard-rail, Bruno Corano explicou:
“Discutimos onde colocaríamos a barreira de airfence e decidimos colocá-lo na freada que antecede o “S” de baixa velocidade porque ali chegamos a 245 km/h e quase não há área de escape. Se colocássemos no final da reta, onde chegamos a 280 km, não saberíamos onde colocar, já que um piloto, de qualquer categoria, pode sair em qualquer ponto daquela curva. E ali tem bastante área de escape.  E mesmo se tivéssemos colocado no ponto em que ele bateu, acredito que não mudaria o destino, pois o choque do João foi a uns 250 km/h e de frente”, disse Bruno Corano.

O airfence é uma proteção de ar, como um colchão, e chegou no Brasil há aproximadamente dois anos. No ano passado a organização do Superbike Brasil alugava a barreira de proteção tanto para as corridas quanto para os dias de treino e track day da Moto School. Mas devido ao alto custo do aluguel, a categoria resolveu investir na compra de seu próprio equipamento, e estreou 10 módulos com 8 metros cada, por 2 metros de altura, na etapa de Interlagos, que antecedeu a do final de semana passado. E já foi útil, já que protegeu um piloto da Copa Ninja, na curva do Café.  Outras 30 barreiras com a mesma medida já estão em processo de importação.

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Joãozinho se concentrando antes da classificação de sábado

Em relação a não ter paralisado a corrida, o experiente Diretor de Provas da SBK Brasil, Marcus Oliveira, o “Tucano”, que já trabalhou em sete edições do Mundial de Moto GP, disse que se orientou pela informação dada pelo médico que atendeu Joãozinho. “As três ambulâncias ficam no centro da pista, embaixo da torre, e uma ambulância entrou logo que o pelotão acabou de passar. Se eu desse bandeira vermelha naquele momento, teria que esperar o pelotão passar do mesmo jeito. Perguntei por rádio sobre o estado do piloto e o médico falou que estavam removendo-o e levando para o hospital. Perguntei novamente e ele repetiu o mesmo. Tecnicamente, não havia porque paralisar a prova se o piloto acidentado foi logo retirado e não havia nenhuma obstrução na pista.”

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Quando estamos na pista é preciso ser 100% confiante . Nós, pilotos, sabemos do risco que corremos. Porém, muitas vezes somos displicentes porque acreditamos que nada de errado irá acontecer. Se não fosse assim, não correríamos. Por estar atrasada, algumas vezes já entrei na pista sem checar a pressão dos parafusos dos freios e rodas.

Sim, mortes como esta são previstas e podem ser evitadas.  O que aconteceu, ainda não sabemos. Marcelo Skaf, que disputava a 6ª posição da corrida com Joãozinho, disse que ele já havia passado do ponto, na volta anterior.  Seu mecânico disse que ele havia se queixado do calor.

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Joãozinho com Ricardo Fox

Ricardo Fox, piloto e Diretor da escola de pilotagem Motor & Cia, era amigo de João e também estava na corrida, no pelotão que vinha logo atrás. “Na hora só vi um poeirão e não sabia quem era nem o que havia acontecido. Depois, analisando os vídeos quadro a quadro, deu para perceber que o João entrou rápido demais na curva, sem frear, e quando ele tentou usar o freio traseiro, a traseira escorregou.”

Joãozinho era um cara alegre, sorridente, amigo de todos. Perdemos todos todos: família, amigos e amantes do esporte motor.

É preciso sim chegar à conclusão do que realmente aconteceu para que se evite outros acidentes como esse.  Mas acusar tudo e todos não é o caminho.
Acho que pode ter sido problema mecânico, pois ele já estava dentro da curva. Se perdeu freio e tentou fazer a curva de qualquer jeito ou se o acelerador prendeu, só uma perícia detalhada poderia dizer. Mas isso é praticamente impossível. Já perdi freio em final de reta e também já tive o cabo de acelerador preso em final de reta. Mas foi em Kart e na Fórmula 3. E mesmo tendo reações rápidas, tive acidentes graves.
No caso do acelerador preso, no F3, foi possível ter alguma reação. No Kart não. No caso da perda de freio, impossível fazer algo, nos dois. Nas vezes em que aconteceu comigo, de F3, a perícia não pode constatar nada, já que o carro ficou destruído. O mesmo quando tive suspensão quebrada tanto no Indy Lights quanto em um carro de Turismo.  E a moto é ainda mais rápida.  É praticamente impossível conseguir fazer algo antes que se chegue ao guard-rail e também constatar com certeza a causa do acidente.

Este é o sexto ano do campeonato SuperBike Series Brasil, e infelizmente, aconteceu o primeiro acidente fatal.

Joãozinho foi enterrado hoje às 16 horas no Cemitério do Ipês, em Itapecerica da Serra, SP.

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Pilotos e equipes fizeram, ainda na pista uma homenagem emocionante a Joãozinho, que foi divulgada no canal do Superbike Brasil. Veja abaixo.
https://www.youtube.com/watch?v=HGd_LROnoV4

Aqui, um vídeo do acidente, gravado da arquibancada por um espectador e divulgado pela
No vídeo é possível ver que ele entrou na curva mais rápido que os pilotos que passaram na sua  frente.
https://www.youtube.com/watch?v=Ie4PlAyHL48


Pilotar “cinquentinha” não precisa mais de habilitação. Por enquanto.
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Suzane Carvalho

A partir de hoje, 16 de outubro de 2015, todos os usuários de ciclomotores conquistaram o direito de circular em seus veículos sem a exigência de habilitação, até ser devidamente regulamentada a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor) por nova resolução do CONTRAN.

A conquista da Liminar proferida trata-se de ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, ajuizada pela Associação Nacional dos Usuários de Ciclomotores – ANUC, contra a União Federal, cujo objeto é afastar a aplicabilidade da Resolução nº 168/04 do CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito.

Para entender a Liminar
A partir da publicação da Lei 13.154/2015, no dia 31 de julho de 2015, determinando que as motos de 50 cilindradas, também chamadas de ciclomotores, deveriam ser emplacadas pelos Detrans (Departamentos Estaduais de Trânsito), como ocorre com os demais veículos, revendas e usuários das populares “cinquentinhas” passaram a se sentir prejudicados com o novo cenário.  A partir da publicação da referida Lei, os Detran´s  vinham exigindo a CNH tipo A para condução de ciclomotor, o que se configura um verdadeiro absurdo, pois a mudança foi apenas em relação ao registro e emplacamento dos ciclomotores.

A legislação brasileira dispõe que o documento exigido para a condução de ciclomotores é a ACC, deixando claro que existe uma habilitação para a condução de veículos automotores e uma autorização para a condução de ciclomotores, cuja regulamentação cabe ao CONTRAN.  A distinção entre esses documentos (CNH e ACC) é explícita no CTB e nas Resoluções 168/2004, 169/2005 e 176/2005 do Contran.  Assim sendo, os condutores dos ciclomotores não estão legalmente obrigados pela legislação de trânsito brasileira a retirar CNH para conduzir esse tipo de veículo, como arbitrariamente vem exigindo os Detran´s a partir da publicação da lei acima citada.

O que na prática vem ocorrendo é que a maioria dos órgãos de trânsito estaduais não dispõe de procedimento específico para retirada de ACC, o que vem impossibilitando os condutores obterem tal documento e, consequentemente, conduzirem o ciclomotor portando a ACC. Contudo, é imprescindível destacar que o condutor não pode ser penalizado pela falta de ACC, se o órgão de trânsito não fornece meios de retirá-la. Além disso, os Detran´s não podem exigir CNH pelo simples fato de não terem como expedir ACC. Inclusive, na maioria dos Estados inexiste sequer auto-escola que forneça o curso de formação para aquisição da ACC.

A Liminar proferida ontem assegura aos condutores de “cinquentinhas” o direito de circularem em seus veículos de 50cc sem a obrigatoriedade de portarem habilitação, até ser devidamente regulamentada a ACC por nova resolução do CONTRAN.​

Minha opinião: não faz diferença nenhuma, já que as Motoescolas não ensinam um motociclista a andar de moto.


Curtindo a Ilha de Cananeia com a Honda NC 750X
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Suzane Carvalho

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Cananeia é um dos maiores berçários de vida marinha do planeta

Parti para mais uma Moto-Viagem-Turismo-Aventura.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

O destino desta vez não foi longe: Ilha de Cananeia e sua região, no extremo litoral sul do estado de São Paulo, aproximadamente 320 km da capital.  Lá, foi onde uma das primeiras naus da caravana portuguesa aportou.  E por causa das disputas com os espanhóis e franceses, logo foi estabelecida uma vila e o primeiro povoado oficial das novas terras. Novas para os europeus, porque os índios, há muito já viviam aqui.  Inclusive em Cananeia.  Mas parece que por lá, diferentemente do norte fluminense, os portugueses se aliaram aos índios.

Com a moto, uma Honda NC 750X, já abastecida, pneus calibrados, freios e luzes verificadas, mala amarrada e coberta por lona, e capa de chuva à mão, saí de São Paulo já às 14:45 hs.  A NC estava com 8.745 km rodados.  Gosto de pegar uma moto com a quilometragem mais avançada para testar, para poder analisar o desgaste das peças e, principalmente, suspensões.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Peguei o Rodoanel para descer até a Rodovia dos Imigrantes. Nesse trecho, o movimento de caminhões é bastante grande.  Quando já começou a chover e tive que parar para colocar a capa.
Desci até o litoral paulista e segui para o sul, rumo a Peruíbe.  Nesse ponto somos obrigados a subir pela SP 101 até a BR 116, no trecho da Régis Bittencourt em Pedro Barros. Esse é o caminho que muitos fazem para ir para o sul, fugindo do eterno tráfego da Serra do Cafezal.

Tive sorte que a chuva parou enquanto entardecia.  É muito lindo pilotar moto enquanto o Sol se põe. Antes que escurecesse, parei para trocar a viseira por uma transparente e aproveitei para abastecer, pois não sabia se encontraria outro posto até meu destino.

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Pilotar à noite requer maior atenção inclusive com as laterais

Para pilotar com segurança à noite, é preciso diminuir a velocidade e prestar muita atenção em saídas e cruzamentos, sem deixar de ter atenção nos retrovisores.  Não gosto de pegar estrada nessas condições, quando estou de moto, mas às vezes é preciso.  E como a SP-226 é em mão dupla, toda a atenção, inclusive para os lados, para ficar atento a prováveis animais saindo da mata, é importante.  Diminuir a velocidade e andar dentro do seu limite de visão é primordial.  Os faróis com lâmpadas de 55 W para o baixo e 60 W para o alto, da NC 750X, são ótimos.  A capa do farol é clara e isso faz com que a luz se propague melhor.
O painel é perfeito: números pretos com fundo branco, e em uma posição de fácil leitura, em que não é preciso abaixar a cabeça para ler.

DICA =>Para cruzar a estrada, olhar diversas vezes para os dois lados, pois não é impossível vir um bêbado ou um recém habilitado com os faróis apagados.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Cananeia: Patrimônio Natural da Humanidade

Cananeia está em um corredor biológico de 110 km que se estende da foz do Rio Ribeira, em Iguape (SP), até a baia de Paranaguá (PR). É considerada um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica intocada na costa brasileira e um dos maiores berçários de vida marinha do planeta. Tombada pela UNESCO como Patrimônio Natural da Humanidade, é um dos melhores roteiros ecológicos do mundo.  E, sem dúvida, excelente lugar para fazer trilhas e passeios de moto.  Tem até um moto clube local. A cidade encontra-se em uma área de proteção ambiental e conta com sítios arqueológicos, sambaquis, datados entre seis e quatro mil anos, e também com ruínas do período colonial.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Portal de Cananeia

Cheguei no portal de Cananeia já às 18:30 e fui procurar um lugar para dormir.  São várias as opões de hotéis e pousadas e acabei optando por ficar na Pousada Villa de Cananea, bem no centro, pois fui atendida pelo dono, um biólogo que foi fazer pesquisas no local, e de lá não saiu mais.  Apesar de simples, é aconchegante e bem tratada.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

O centro mantém o jeito de vila

As pedras utilizadas em sua construção são de fato portuguesas, pois foram tiradas do fundo do mar onde os navios portugueses as jogavam, já que traziam como lastro, para depois trocar por carga valiosa.

As opções de hospedagem são grandes e variadas.  É possível ficar em pousadas bem simples ou em hotel grande, com conforto.  A cidade é democrática para quem quer se deleitar com a natureza.

Fui jantar na Av. Beira Mar, em um restaurante francês bem ambientado.  As opões de restaurantes ali também são grandes, para todos os gostos e bolsos; e a gastronomia chega a ser destaque.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Porto na Av. Beija Mar

No inverno o frio pode chegar a 5 graus centígrados e estava bastante frio quando fui. Pela manhã me dirigi ao píer que fica a apenas um quarteirão da pousada.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Grudado a Ilha de Cananeia estão a Ilha do Cardoso, que é um parque ecológico, e a Ilha Comprida, além da Ilha do Bom Abrigo, onde fica o Farol da Barra.  Peguei um barco para a Ilha do Cardoso.  A navegação é pelo Mar Pequeno, canal entre as Ilhas Comprida e de Cananeia, passando pela Baía dos golfinhos, onde botos-cinza ainda nadam acompanhando as embarcações, o que muito me lembrou minha infância, quando existiam botos na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, acompanhando as balsas que atravessavam para Niterói.

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Ilha do Cardoso

É possível passar todo o dia e até acampar na Ilha do Cardoso, onde tem dois restaurantes, no lado que fica voltado para Cananeia.  Tem trilhas para todos os níveis, praias e cachoeiras.

Esta região de Cananeia é chamada Lagamar, reconhecido como um dos cinco maiores viveiros de espécies marinhas do mundo.

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45 km de praia para passear com a NC 750X

2º DIA

Rumo a Ilha Comprida.  Basta pegar a balsa para fazer a travessia, que demora menos de 10 minutos.  Cruze a Av. Intermares e pronto! Você se deparará com 45 km de praia de frente para o Atlântico!  E livre para trafegar.  Para o norte, o Boqueirão.  Para o sul, a praia da Trincheira, de onde você pode apreciar e fotografar os botos. Emancipada há 23 anos, Ilha Comprida ainda faz parte da Área de Proteção Ambiental de Cananeia.

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Ilha Comprida

Foi ali onde me diverti de verdade com a moto.  É possível andar pela praia, junto ao mar, cortando os riachos. Sozinha, foi uma de minhas maiores aventuras, já que sou “menina do asfalto”.  Mas me senti totalmente à vontade andando em pé na NC 750X, que tem o centro de gravidade baixo e é fácil de manobrar.

3º DIA

Com frio e chuva, tirei o dia para conhecer a parte histórica da cidade.  Conversei com a historiadora Nana, que me contou muitas curiosidades locais.  Acostumada a receber turmas escolares, ela tem vasto conhecimento.

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Centro Histórico de Cananeia

 

Os casarios históricos padronizados são bem coloridos. Alguns se mantiveram como residência e outros viraram pontos comerciais.
Os canhões que estão na Praça Martim Afonso, foram trazidos pelos portugueses.

 

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Escavações arqueológicas na igreja de 1.517

Na Igreja São João Batista de Cananea, bem rústica, datada de 1.517, estão acontecendo escavações arqueológicas.

“A primeira cidade fundada no Brasil” se mantém com jeito de “Vila” e tem ainda, conforme dizem, as ostras mais saborosas do mundo.

A Cataia é uma planta local de onde é extraída e feita uma cachaça (que provei!). Ela fica curtindo durante apenas um mês e pode ter sabores variados como mel e canela.  É chamada de “Whisky da Praia”.

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Casas de veraneio

 

A MOTO

suzane_viagem-teste_honda_nc750x_cananeia_74c

Com banco a 83,1 cm do chão e altura mínima de 16,4 cm, a ergonomia dessa moto, para mim, é perfeita. No estilo Crossover, dá a impressão de que posso dar a volta no mundo, sem levantar nem cansar.  O tanque de combustível fica na parte de trás do chassi e com isso a moto ganhou um grande baú de 21 litros na frente, onde você pode guardar até capacete.

honda_nc-750x_2015_motorComo o torque a e potência máximos estão em uma faixa de giro baixa, o consumo de combustível é muito baixo para uma moto com um motor desse tamanho e chega a 30 km por litro, dependendo da maneira como você a pilote. Em velocidade constante, a 120 km/h ela fica a 3.600 rpm. Essa nova versão da “NC” tem motor com exatos 745 cm³, potência máxima de 54,8 cv a 6.250 rpm e torque máximo de 6,94 kgm.f a 4.750.  Esse torque máximo nessa faixa de giro baixa é que torna a moto mais gostosa de curtir, em quanquer situação, seja para driblar os carros nas cidades, ara ultrapassagem nas estradas ou para subir barrancos em passeios off-road. A relação diâmetro x curso do pistão é de 77 x 80 mm.  A compressão, 10,7:1.

honda_nc-750x_2015_bauMesmo com quase 10.000 km rodados de testes feitos por jornalistas, a moto não apresentou absolutamente nenhum desgaste e a suspensão estava perfeita.  A traseira é do tipo pro-link com 150 mm de curso e a dianteira, garfo telescópico com 153,5.  Apenas os pneus eram novos.

Na pista de testes, ela bateu os 190 km\h mas a reta acabou e não deu para ver a velocidade final.

O quadro é do tipo Diamond-frame em aço, e os freios, disco de 320 mm na frente e 240 mm na traseira.
Pneus: 120 x 70 x 17” na frente e 160 x 60 x 17” na traseira.
Freios: duplo disco com  320 mm na dianteira e 240 na traseira e opção de ABS.
Ela pesa 205 kg (mais 4 para a versão com ABS).

honda_nc-750x_2015_chassi

No total, rodei aproximadamente 1.700 km com ela.

Veja as velocidades máximas atingidas em cada marcha, na pista de testes:

64
96
126
151
175
6a190… e acabou a pista

Abaixo, o consumo.  Como o tanque de combustível tem capacidade para 14,1 litros, se você fizer média de 25 km com 1 litro de gasolina, a autonomia será de 350 quilômetros.
O tipo de gasolina colocado em cada abastecimento influenciará no rendimento seguinte.
O tipo de rodagem e a maneira de pilotar a moto influenciam diretamente no consumo.

KMKM RODADOSMÉDIALITROS$/LITRO$ TOTALGASRODAGEM
10/068.745—–—–—–—–—–não sei—–
16/068.95020517,9311,433,4539,43GridEstr Chuva
19/069.13028020,228,93,3929,69Comum
25/069.387não seinão seinão seinão seinão seinão sei
26/069.67729025,3411,443,5040,03Gridcidade
9.893216,118,17 (20,6)11,89 (10.3)3,5542,19Gridrpm máx
10.160267,123,4911,373,3938,53V-Powerestrada
10.354—–—–—–—–—–—–—–

Assista ao vídeo em que faço a apresentação técnica completa da moto, e comento sobre seu comportamento:

Veja aqui uma galeria de fotos completa: http://suzanecarvalho.album.uol.com.br/honda-nc-750x

suzane_viagem-teste_honda_nc750x_cananeia_73

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015

Viagem teste com a Honda NC 750X 2015


As 10 motos mais e menos emplacadas no Brasil
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Suzane Carvalho

suzane_noticia_motos-mais-vendidas-no-brasil_1o-semestre_2015

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotivos, FENABRAVE, a motocicleta mais vendida no Brasil continua sendo a Honda CG 150, que nos primeiros 6 meses de 2015 teve emplacadas 174.902 unidades de suas 4 versões (Fan, Titan, Cargo e Start), seguida pela Honda BIZ, com 99.447 nas duas versões (100 e 125 cc).

Esses não são os dados finais de venda, mas sim, de emplacamento, já que muitas motocicletas que são utilizadas em zona rural ou para o lazer, não são emplacadas.

Segundo a ABRACICLO, o número total de vendas da CG, no atacado, foi de 186.259 seguida pela BIZ (versões 100 e 125 cc) com 101.281 e pela NXR Bros (versões 150 e 160 cc) com 98.703 unidades vendidas.

Já nas menos vendidas, estão modelos que não são mais fabricados.  Veja a tabela abaixo:

suzane_noticia_motos-20-menos-vendidas-no-brasil_1o-semestre_2015

 

 


RZR S 900, UTV da Polaris, é pura diversão!
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Suzane Carvalho

Fotos: Eduardo Abbas e Suzane Carvalho

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Um típico off-road.
Subir e descer ladeiras íngremes, pedras, cascalhos, lama, areia, passar por dentro de rios, e em velocidade.  Isso tudo,
estando em contato direto com a natureza e sem sentir pancadas nos braços ou nas costas. É o que promete, e eu experimentei, o novo RZR S 900, da Polaris.  

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Lazer, competição ou trabalho

Antigamente um veículo off-road era sinônimo de rigidez, no sentido de dureza.  No século XXI, significa também rigidez, mas no sentido de resistência, pois a tecnologia chegou a eles.
Com suspensões do tipo braço duplo, amortecedores com ajuste de compressão, direção elétrica progressiva com ajuste de altura, câmbio automático, tração inteligente, rodas de alumínio e pneus com 8 lonas, o RZR S 900 da Polaris é uma evolução do RZR S 800, que sai de linha, pois além de ter motor mais fraco, também consumia mais combustível.

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Força em subidas


O motor é o ProStar de 875 cc com 76 cv de potência máxima, duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, injeção eletrônica de combustível, que é gasolina, refrigeração líquida. Com esse novo motor (o anterior era de 760 cc) o “carrinho” ficou 40% mais potente e 14% mais forte.

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Suspensão totalmente independente

A suspensão é toda independente, com duplos braços duplos com curso de 12,25″ (31,1 cm) na dianteira e 13,2″ (33,5 cm) na traseira, que também conta com barra estabilizadora. Os amortecedores são os FOX Podium X 2.0, com regulagem de compressão.

O câmbio é o PVT automático, com posições P (parking), R (rear), N (neutral), L (low) e H (high).

A relação de transmissão ficou mais curta, aumentando o torque. A tração AWD pode ser em duas ou em quatro rodas e é possível mudar o modo, em movimento. Tem versões com e sem a direção elétrica (EPS), que deixa o volante mais leve em baixa velocidade e mais preciso, quando em alta. O RZR S 900 também ficou 20% mais responsivo.
O raio de curva ficou menor, com exatos 3 metros.

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Pedras no caminho? O RZR S 900 transpassa.

O chassi é tubular com novo tratamento, o que o deixou 38% mais rígido que o anterior. A direção elétrica, opcional.
Ele ficou maior, com entre-eixos de 200,7cm, conseguindo assim ficar mais estável em curvas de alta velocidade, superando as irregularidades dos terrenos com maior facilidade. O espaço interno também aumentou.

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Freios hidráulicos a disco com pinça dupla na frente

Os freios são hidráulicos com discos e pinça de dois pistões nos discos dianteiros e pistão simples na traseira, além de freio de estacionamento.

Vem com rodas de alumínio na cor preta e com novo design que ajuda na refrigeração dos freios, além de não permitir o acúmulo de barro ou detritos.

A aparente fragilidade das rodas é compensada pelos pneus GBC Dirt Commander de 27”, mais resistentes e com uma estrutura de construção com 8 lonas na estrutura de construção.
Os faróis são com lâmpadas halógenas de 55 W e 60 W (baixo e alto).

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

Painel Completo


O painel é bem completo e bonito. Tem velocímetro, odômetro, tacômetro, odômetro parcial, horímetro, relógio, indicador de marcha, combustível, temperatura e bateria, indicador de cinto segurança e saída de energia DC.
Os aventureiros ganharam ainda maiores porta-luvas, porta-objetos e apoio para o pé esquerdo, além de maior espaço interno. O banco também tem novo design e é revistido com Dryseat, ou seja, não acumula água, além de dreno no assoalho.
Outro atrativo deste UTV é a capacidade de carga do reboque, de até 680 kg. Tem sistema “Lock and Ride” com travas para colocaçao da carga. Ele pesa 547,9 kg, mede 269,2 x 152,4 x 181,6 cm (C x L x A) e tem altura mínima do solo de 32 cm.

No tanque de combustível cabem 36 litros.
Capacidade de combustível: 36 litros
Dimensões da caçamba (CxLxA): 52,5 x 94 x 20 cm
Capacidade de carga da caçamba: 136,1 kg
Capacidade de carga útil: 335,6 kg
Capacidade de reboque: 680,4 kg

Teste do UTV RZR S 900 da Polaris

O preço sugerido para o RZR S 900 é R$ 54.990 na cor branca (White Lightning) e R$ 59.990 para o RZR S 900 EPS que vem na cor vermelha com pintura automotiva (Havasu Red Pearl).

A linha de UTVs da Polaris no Brasil é grande, contando também com veículos de quatro lugares e os voltados para o trabalho.

linha torque-potencia rzr-s-900O QUE FAZ O RZR S 900 SER MELHOR QUE SEU ANTECESSOR: 
– CHASSI MAIS RÍGIDO EM 38%
– MOTOR 40% MAIS POTENTE E 14% MAIS FORTE
– SUSPENSÃO
– RELAÇÃO PESO-POTÊNCIA
– LARGURA ENTRE EIXOS
– DISTÂNCIA MÍNIMA DO SOLO
– 
MAIOR BITOLA
– NOVOS PNEUS
– DIREÇÃO ELÉTRICA 20% MAIS RÁPIDA
– MENOR RAIO DE CURVA
– RELAÇÃO DE TRANSMISSÃO MAIS CURTA
– NOVOS BANCOS
– MAIOR ESPAÇO INTERNO
– NOVO PAINEL
– CAPACIDADE DE REBOQUE DE 680 KG